quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Vale a pena ler denovo.

Por esses dias, recebi um e-mail falando sobre as mulheres de Belo Horizonte. Sinteticamente, a prosa discorria que nós, quando não estamos comendo mortadela e arrotando caviar, temos duas opções de afazeres: procurar um marido rico ou ser encontrada por um. Devo dizer, posição difícil de escolha entre a passividade e a pró-atividade, eim? Ah, ainda tem um adendo de comportamento praxe, a defesa operacionalizada da promiscuidade. Aproveito para avisar que o machismo-patriarcalismo-preconceito mandou dizer um “alô”.
Antes de tudo, bem vindos à pós-modernidade! Movimento que denomina o meio de vida atual, principalmente o modo em que constituímos nossos relacionamentos e vivemos o cotidiano. A palavra que a define é liquidez, como nomeia nosso querido Bauman. E o que liquidez nos lembra? Algo fluido, instável e que escapa à nossas mãos. Alguma semelhança com os relacionamentos?
Nossa geração vive intensamente o lema pós-moderno, mas esquece de ponderar sobre. O dinamismo na troca de parceiros traz segurança para vivermos, afinal, nunca conheci alguém que discorda da praticidade de um plano B. A dialética da instabilidade amorosa por qual passamos certamente produz relações rápidas, intensas, mas vazias. Apesar da esporádica vontade de delimitar-se concretudes, o hábito que torna isso possível se distância. Sem prática, não existe teoria que resista. Ou alguém ai quer viver de teoria?
Resta aos teóricos de plantão desenhar criticas irônicas ao sexo oposto, assim, é mais fácil ainda espantar qualquer oportunidade de praticar.
Então rapazes, ficam dicas para vocês, já que hoje, infelizmente, minha veia teórica clama por uma vingancinha:
1) Lugar de santa é na igreja e eu, sinceramente, não vejo vocês rezando por aí.
2) Caso incomode que os outros se interessem por suas coisas materiais, doe tudo para a caridade, afinal, interesse e apego material são praticamente a mesma coisa.
3) Se mulher difícil é metida, mulher fácil é puta e a mulher meio termo namora, então concordamos que não restou mulher. Sugestões?
4) Se quem procura, acha. Se não achou, o problema é de quem?

3 comentários: